Empresas são pessoas
Cláudio Rosemberg
Montar uma empresa parece ser fácil mas,
se pararmos para pensar poderíamos tirar
o exemplo de uma vida pessoal, que tem no
seu dia-a-dia inúmeras divergências e dificuldades,
decisões a ser tomadas, atitudes enérgicas
em algumas situações, raciocínio múltiplo,
motivação e entender melhor esta questão.
O que dizer da estrutura de uma empresa
senão a construção de uma casa, onde suas
vigas são a base da sustentação durante
toda uma vida. E onde será que está a viga-mestra?
Qual o setor que pode se enquadrar como
tal? Perguntas freqüentes são feitas por
cada um já que elas estão posicionadas em
diferentes locais seguindo a variável de
cada negócio. Trarei como exemplo o que
vejo andando pelo país afora, onde passo
de empresário a ouvidor deles e tiro como
exemplo tudo o que fiz para tornar meu negócio
sólido e tudo o que pude passar de construtivo
para aqueles que ouvi.
A chave do sucesso e competência das empresas
está associada hoje mais do que nunca em
um comprometimento no processo de gerenciamento
de pessoas, no comportamento humano. Tecnologia,
patrimônio e informatização podem ser adquiridos,
muitas vezes até já chegam sem serem pedidos
ou projetados; mas uma equipe de funcionários
alinhada, competente e motivada leva, as
vezes, muito tempo para ser completamente
desenvolvida.
E porque não dizer que empresas são pessoas.
Porque não dizer que a “viga-mestra” de
uma empresa é, na verdade, a competência
e estrutura de formação do material humano
utilizado. As empresas que sabem lidar bem
com pessoas e equipes, que resgatam a dimensão
de “pessoalidade” nas suas relações conseguem
atingir excelentes resultados de negócio,
integrados com um clima interno onde as
pessoas curtem trabalhar, onde a motivação,
o trabalho em equipe, a flexibilidade, a
inovação, o “ousar” estão presentes em alto
grau.
O que vejo por onde passo são inúmeras empresas
em que pessoas tem cargos de chefia porém
não exercem um poder de liderança, de influência.
Nos seus currículos são eximíeis técnicos,
resolvem grandes questões e por isso foram
conduzidos a um cargo de chefe, ocupando
“quadrinhos” nos organogramas e progredindo
em suas trajetórias profissionais sem buscarem
um embasamento para lidar com pessoas e
com equipes. Nem sempre uma boa uva se torna
um bom vinho. Nem sempre um bom técnico
se torna um bom líder. E a conseqüência
disto, muitas vezes é o autoritarismo e
a omissão, o que gera dois climas cinzas
dentro da questão: se o chefe é “durão”
em excesso, massacra seu pessoal e se é
“molenga” não tem uma contribuição efetiva
do grupo que tem em mãos.
Se você identificou alguma destas realidades
dentro do seu quadro funcional está na hora
de agir. Seu material humano pode já estar
desgastado e é muito importante se tomar
alguma atitude antes que seja tarde demais
e seus prejuízos se tornem irreparáveis;
e se ocupa um cargo de liderança na empresa
e vê pouco investimento nas áreas de liderança,
comunicação e formação de equipes, esta
pode ser a hora de sugerir e de influenciar
de uma forma positiva a direção e o setor
de RH para que isto aconteça rápido. Comece
a prestar mais atenção em você e suas atitudes
e nas pessoas que estão ao seu redor. Como
está sua qualidade de vida, pessoal e profissional?
Pense nisto.